Parece cada vez mais claro que a nova
febre do ouro não está ligada a ficar milionário ou encontrar a fonte da
juventude eterna. O tesouro mais
cobiçado de nossos tempos é a felicidade, um conceito abstrato,
subjetivo e difícil de definir, mas que está na boca de todos. A felicidade é
até objeto de estudo da prestigiosa Universidade Harvard. De fato, diz que
a alegria pode ser aprendida, do mesmo modo como uma pessoa aprende a esquiar
ou a jogar golfe: com técnica e prática.
O lema “não é preciso ser perfeito
para levar uma vida mais rica e mais feliz” mostra que o segredo parece estar
em aceitar a vida tal como ela é; isso libertará do medo do fracasso e das expectativas
perfeccionistas. É precisamente a expectativa de sermos perfeitamente felizes
que nos faz ser menos felizes.
Seguem os seis conselhos principais para
ajudar as pessoas a se sentirem afortunadas e contentes:
1.Perdoe seus fracassos. E mais: festeje-os! “Assim como é inútil se queixar do
efeito da gravidade sobre a Terra, é impossível tentar viver sem emoções
negativas, já que fazem parte da vida e são tão naturais quanto a alegria, a
felicidade e o bem-estar.
2.Não veja as coisas boas como
garantidas, mas seja grato por elas. Coisas grandes ou pequenas.
“Essa mania que temos de achar que as coisas são garantidas e sempre estarão
aqui têm pouco de realista.”
3.Pratique esporte. Para que isso funcione, não é preciso malhar numa academia até se
cansar ou correr 10 quilômetros por dia. Basta praticar um exercício suave,
como caminhar em
passo rápido por 30 minutos diários, para que o cérebro secrete
endorfinas, essas substâncias que nos fazem sentir-nos “drogados” de felicidade.
4. Simplifique, no lazer e no
trabalho. Precisamos identificar o que é
verdadeiramente importante e nos concentrar sobre isso. Já se sabe que quem
tenta fazer demais acaba conseguindo realizar pouco, e por isso o melhor é se
concentrar em algo e não tentar fazer tudo ao mesmo tempo. O conselho não se
aplica apenas ao trabalho, mas também à área pessoal e ao tempo de lazer.
5. Aprenda a meditar. Esse simples hábito combate
o estresse. No longo prazo, a prática regular de exercícios de meditação ajuda
as pessoas a enfrentar melhor as armadilhas da vida, superar as crises com mais
força interior e ser mais elas mesmas independente das circunstâncias. Acrescentar
que a meditação também é um momento conveniente para orientar nossos
pensamentos para o lado positivo; embora não haja consenso de que o otimismo chegue
a garantir o êxito, ele lhe trará um grato momento de paz.
6. Treine uma nova habilidade: a
resiliência. A felicidade depende de nosso
estado mental, não de nossa conta corrente. Concretamente, nosso nível de
felicidade vai determinar aquilo ao qual nos apegamos e a força do sucesso ou
do fracasso. O lugar em que situamos a responsabilidade pelos fatos. Mas assim
perdemos a percepção do fracasso como “oportunidade”, algo que está muito
relacionado à resiliência, conceito que se popularizou muito com a crise. Nas
pessoas, a resiliência expressa a capacidade de um indivíduo de enfrentar
circunstâncias adversas, condições de vida difíceis e situações potencialmente
traumáticas, e recuperar-se, saindo delas fortalecido e com mais recursos.

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