Quem
está com viagem marcada para fora do Brasil ou estava programando atividades no
exterior, a lazer ou estudo, já começou a ficar em alerta com a escalada do
dólar. Se o pacote de viagens já está fechado, não vale a pena desistir ou
adiar a viagem na esperança de que a moeda norte-americana baixe a cotação em
relação ao real. Mas se a pessoa ainda não comprou as passagens nem fez
reservas, o melhor a fazer é esperar para o segundo semestre, quando o dólar
norte-americano deve começar a se estabilizar, ou optar pelo turismo na Europa
e no Brasil.
A perspectiva é de que a taxa de câmbio aumente ainda mais nos próximos 60 dias. É o que estima o professor de finanças internacionais da Faculdade Guararapes, Tiago Monteiro. “Em relação ao Brasil, o que mais impacta no dólar hoje é a incerteza política e econômica do país”, diz. Também há probabilidade de que o banco central americano, o Fed, também aumente a taxa de juros dos Estados Unidos, o que deve atrair os investidores para a economia norte-americana, elevando ainda mais o dólar.
A perspectiva é de que a taxa de câmbio aumente ainda mais nos próximos 60 dias. É o que estima o professor de finanças internacionais da Faculdade Guararapes, Tiago Monteiro. “Em relação ao Brasil, o que mais impacta no dólar hoje é a incerteza política e econômica do país”, diz. Também há probabilidade de que o banco central americano, o Fed, também aumente a taxa de juros dos Estados Unidos, o que deve atrair os investidores para a economia norte-americana, elevando ainda mais o dólar.
Mas
o prejuízo de cancelamento de uma viagem a lazer já quitada pode ser maior. A
alternativa, neste caso, é fazer programações no exterior mais modestas e
ratear os custos entre as diversas modalidades de pagamento. “Ninguém sabe como
o mercado vai se comportar nos próximos dias, ainda que a tendência seja de
aumento do dólar. No início do ano, a expectativa era de que em dezembro deste
ano, o dólar chegasse a R$ 2,95. Essa alta que chegou a R$ 3,24, surpreendeu a
todos”, avaliou a economista Amanda Pires.
Para
quem está com o dinheiro curto, a Europa pode sair tão caro quanto os destinos
que usam dólar, já que as duas moedas estão com as cotações equiparadas. “A
América Latina ou o próprio Brasil ainda são os melhores destinos para quem
precisa poupar. Investir no turismo doméstico também pode ser importante na
medida em que faz circular dinheiro dentro do país”, comenta Pires.
O
proprietário da TH Turismo, Aureliano Júnior, concorda com a economista. “O
mercado está meio parado porque as pessoas estão cautelosas, esperando o dólar
baixar ou ao menos parar de subir”, diz. Segundo ele, até agora não houve
cancelamento de viagens ou de voos programados, mas a procura por novos pacotes
está pouca.
“O
dólar a R$ 3,30, R$ 3,40, que é o que está sendo comercializado na casa de
câmbio, atrapalha o mercado e pesa para o consumidor. Uma viagem para os EUA
aumentou em pelo menos 20%. Mas as pessoas não vão deixar de viajar. Acredito
que haverá uma inversão de mercado, com o turista buscando os destinos
brasileiros”, avalia Aureliano. Para ele, deve haver pequena retração pelo
turismo na América Latina, já que muitas vezes há a necessidade de fazer a
conversão para o dólar, antes de trocar pela moeda do outro país.

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